domingo, 7 de dezembro de 2008

Taster Town Boys High School



Ontem foi a cerimónia de entrega dos prémios da My Choice (já explico no próximo post o que é a My Choice). Tal como tinha prometido à Raquel, voluntariei-me para ajudar na organização do evento que teve lugar na Taster Town Boys High School.

A T.T. Boys High School é uma escola pública num bairro "normal" Indiano e era uma realidade que desconhecia: escolas publicas indianas... Sabem aquelas fotografias que vemos de escolas de países menos desenvolvidos? Ou das escolas de Portugal no inicio do século?
Pois bem, esta escola é uma replica fiel a essas imagens que tenho na cabeça, ora vejam:






Esta é uma escola pública típica. Tem um reitor, muito simpático connosco mas pareceu-me bastante severo com os rapazes da escola (sim, é uma escola só de rapazes).

Um exemplo:

Estava eu a espalhar uns cartazes da My Choice pela escola e havia um banner grande e mais pesado então decidi utilizar fio para o prender na parede. Como a parede tinha uns pregos espetados era a situação perfeita! Pendurei o banner de um lado mas do outro lado todos os pregos estavam demasiado espetados e não dava para lá prender o fio que segurava o cartaz. Um miúdo que estava a dar-me uma ajuda prontificou-se para ir buscar um martelo para me ajudar, apesar de eu ter dito que não valia a pena, ele foi e saiu. De qualquer forma eu estava a tentar usar um dos pregos enrolando fio, com esperança que funcionasse... entretanto o reitor aproxima-se e disse que era melhor pregar um prego como eu quisesse para pendurar o banner. Eu respondi-lhe que não valia a pena e que nós iríamos usar os que já ali estavam, nisto ele chamou um miúdo que estava a passar e mandou-o ir buscar um prego (mas não é disse para ele ir buscar ou pediu para ele ir buscar, o reitor MANDOU num tom autoritário, o que não me deixou lá muito confortável). O pobre miúdo foi logo a correr. Nisto o reitor foi a uma parede ao lado e com as unhas tirou um dos pregos que lá estava e deu-mo, entretanto chegou o primeiro rapaz com o martelo. Perante a insistência do reitor coloquei o prego como queria e o banner foi colocado. Nisto, chega o segundo miúdo com um prego novo na mão, o reitor ao vê-lo bate-lhe na cabeça e puxa-o até à parede ao de onde tinha retirado o prego e disse: "Why don't you use your brain? you have nails here, you could use one of this and would be faster!". O rapaz pediu desculpa e foi embora rapidamente....

hummmmmmmm que cena de filme do Oliver Twist....



Eu de volta à escola :)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Airport Road Outlet


Hoje saímos do office, viemos a casa deixar os PCs e fomos à Airport Road a um "Outlet" tentar fazer compras.

TENTAR.

Na verdade há lá muitas marcas ocidentais e até há alguma (MUITO POUCA) roupa gira... Em muitas lojas nem precisávamos entrar, chegávamos à porta e percebíamos a roupa (LIIIIIIIIIIIIINDA) que havia lá dentro. 
Tenho pena que fiquei sem bateria e não pude tirar muitas fotografias... mas mesmo assim dá para terem uma pequena ideia. Prometo repetir este passeio, e prendar-vos com mais imagens.




terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Porque no te callas??

Não há ninguém que seja um verdadeiro amigo/ camarada desta gente para lhes dar o sábio conselho que o nuestro hermano D. Juan Carlos tornou famoso?

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Dia da Independência


E porque é o dia em que Portugal voltou a ser Portugal!


Atentados de Bombaim

Estes últimos dias ficaram marcados pelos atentados em Bombaim que vitimaram 183 pessoas.

O emblemático Hotel Taj em Mumbai foi o principal palco da acção terrorista, que durou cerca de 60 horas, e chamou a atenção do mundo para esta face menos “brilhante” da Índia. Agora, e no rescaldo dos incidentes tentam apurar-se responsabilidades e corre-se o risco de seguir o caminho mais fácil: culpar os outros. Eu sou daqueles que considera o terrorismo uma consequência natural do mundo desigual onde vivemos. É “normal” que no seio de comunidades marcadas pela falta de condições de vida, falta de educação, e onde a miséria e fome são uma constante, surjam grupos radicais que facilmente recrutam “inocentes” para a sua causa.

A Índia está a considerar suspender o cessar-fogo que tem com o Paquistão desde os últimos cinco anos. De facto, é uma solução fácil em termos de política interna colocar a responsabilidade dos atentados no vizinho Muçulmano. Não quero dizer que o Paquistão é um país exemplar no que respeita à cooperação na luta contra o terrorismo, mas será que a solução passa por apontar o dedo ao Paquistão, e imputar a responsabilidade toda ao vizinho?


quinta-feira, 27 de novembro de 2008

News


Se por um lado hoje li boas notícias vindas de Lisboa:

(artigo retirado do jornal Meia Hora)

Por outro as notícias da Índia não são lá muito animadoras...

(foto da CNN)

Ontem há noite mais um atentado da autoria do Mujahedine Deccan matou pelo menos 87 pessoas em Bombaim...

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Dor de cabeça...


Dor de cabeça na Índia é sinónimo de condutores de riqueshaw!

É fantástico o que eles fazem para nos enganar, ou porque apenas lhes apetece!

Uma das formas de conseguir um riqueshaw sem discussão de preços, é recorrer ao pre-paid. O que é isto do pre-paid? Nos locais de maior movimento de pessoas, FELIZMENTE, existe uma cabine onde está um senhor com uma tabela que dita a distancia do local onde está localizado a cada zona da cidade. Nós chegamos, pedimos um riqueshaw para o nosso destino, ele define um preço, entrega um recibo e é o valor inscrito naquele papelinho que não vale nada que pagamos ao riqueshaw driver. Até aqui tudo bem. Mas na prática as coisas não funcionam bem assim. Na verdade as duas ultimas vezes que recorremos a um pre-paid não correram lá muito bem...

Na primeira vez, fomos à cabine do pre-paid, foi-nos dado um riqueshaw e ele pouco depois de sair do stand dos riqueshaws parou e disse que tínhamos de arranjar outro. Isto porquê? Não lhe apetecia ir deixar-nos a casa só por aquele dinheiro. Que bom!!!!!!!

ONTEM, quando estávamos a ir para casa, outra vez confusão com o pre-paid. Fomos à cabine, pedimos um riqueshaw para a nossa casa e foi-nos alocado um. O problema é que eram 21.30, e a partir das 22.00 funciona a night fare... que é mais cara. Quando o driver viu qual era o destino e o valor que lhe íamos pagar, começou a reclamar e não nos quis levar! (... depois de discutir com os drivers) Fomos embora para outro sítio para conseguir um riqueshaew na rua e ir alegremente pra casa...

Quando olha para trás posso afirmar com a maior das certezas, mais de metade das discussões que tenho aqui são com os condutores de riqueshaw,  eles de facto conseguem fazer com que fique farto disto!

Foto tirada no riqueshaw, ontem à noite quando estávamos a ir para casa.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Sahib Sindh Sultan


Ontem foi o jantar de despedida do Frank, que foi hoje embora de volta para a Alemanha.
Mais um que vai embora.... mas agora com o Frank é diferente, porque ele chegou depois de nós e foi hoje embora! Que estranho, sinto-me tipo mobília. 

Bem, o jantar foi num restaurante que eu gosto muito, não só pela comida Indiana que servem, que também é boa, tenho que admitir, mas pelo design do restaurante. É um restaurante que nos foi "apresentado" pelos C11 e que de vez em quando conta com a nossa visita, porque de facto vale a pena.

Sahib Sindh Sultan imita a plataforma de embarque numa estação de comboio nos anos 20/30, os empregados vestem-se a condizer, e inclusive tem um vagão de um comboio de luxo, onde também nos podemos sentar e jantar!! A ideia é super gira, o ambiente muito confortável e claro, acima de tudo é muito original.

Ficam algumas fotografias para ajudar a visualizar!



O Interior do vagão está muito bem caracterizado, e quase que nos sentimos no "Rasjasthan Express", no início dos anos 20 a viajar pelo Norte da Índia.

As mesas na "plataforma de embarque" mesmo ao lado do comboio.

E eis a prova de que estou a ficar Indiano: ESTOU A COMER COM AS MÃOS NUM RESTAURANTE! E não, não foi só para a foto, a maior parte da comida comi com as mãos mesmo! ahahahhah

domingo, 16 de novembro de 2008

Regresso a Bangalore


O seguinte texto foi escrito assim que cheguei ao aeroporto hoje de manhã:

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Se alguma coisa pode correr mal, na índia de CERTEZA que vai correr.

Pois bem, hoje foi mais um dia para juntar à lista dos dias que me vão ajudar a provar que o Senhor Murphy (aquele que escreveu a Lei do Optimismo) viveu algum tempo na Índia! Pelo menos na altura em que chegou à sua famosa e brilhante conclusão ele estava por estes lados. QUASE QUASE QUASE de certeza :p 

A história: Ontem, para evitar algum tipo de azar reservei um táxi logo a seguir ao almoço para hoje de manhã às 07.15 em Kalka Ji para me trazer para o aeroporto. O meu voo é só às 09.40, mas para prevenir eventuais azares (é melhor contar sempre com um tempo extra... e nisto de azares imprevistos a Índia é a melhor!). 
O táxi estava pronto e à minha espera às 07.10 (muito bem!!!) então até saí mais cedo que o previsto. O destino era claro (ou não) O Indira Gandhi Airport, para o terminal 1. 

Está claro?? 

Não... O senhor taxista levou-me para o Indira Gandhi Airpot para o terminal dos voos internacionais... ou seja, chego lá, e começo a ver os voos de partida: Munique, Bangkok, Hong Kong... só cidades de outros países que não a Índia.. hummm estranho... fui perguntar a um assistente onde era a entrada para o terminal dos voos para Bangalore e ele disse-me que naquele terminal só havia voos Internacionais... Teria que apanhar um táxi para ir para o terminar dos voos domésticos, que ficava a meia hora.... Respirei fundo, e fui procurar um táxi. Lá encontrei um táxi, e disse que queria ir para o Terminal dos voos domésticos, depois disse que era para o terminal 1. Quando estávamos a chegar o condutor perguntou qual era a companhia aérea (uma vez que eles organizam o aeroporto por companhias, e eu disse que era a India Airlines, então o senhor fez o seu caminho. 
E deixou-me no terminal das Low cost.... o 1 – B... Ao chegar, AGAIN, não havia voos pela India Airlines... fui novamente perguntar a um assistente que me disse que estava no terminal errado, que teria de ir para o Terminal ao lado, que era longe e que teria de apanhar um táxi ou riqueshaw. Eu pedi ao senhor para dar instruções exactas ao condutor do riqueshaw porque já era o segundo terminal onde estava... Claro que não acabou aqui. Assim que o riqueshaw partiu perguntou-me se tinha rupias ou se ia pagar com moeda estrangeira.... Eu disse que tinha Rupias então ele pediu-me 1 000 RS para me levar. O que é DE TODO muito dinheiro, a conversa foi qualquer coisa assim: 

G: 1 000 RS??? É maluco? Se lhe pagar 100 sou o seu melhor amigo! 

CR: pronto, preço de amigo 500 RS... 

G: Deixe-me aqui já! É ridiculo! Para me levar para o outro terminal 100 já é demais! 

CR: são 10 KM!! 

G: É aqui ao lado! EU TRABALHO NA INDIA! EU SOU DE BANGALORE E TRABALHO NA WIPRO, NÃO ME TENTE ENGANAR! PÁRE O RIQUESHAW PORQUE EU QUERO SAIR!!!

CR: Pronto pronto, 200 Rs! 

G: Eu pago-lhe 100 Rs e é o seu dia de sorte (eu não sabia onde era o terminal, e como estava a ficar sem tempo não podia oferecer uma valor muito baixo senão ficava mesmo agarrado..)!!

5 minutos depois chegamos. 
A viagem foi tipo 2 km?? Ou seja o preço deveria ter sido 15 Rs.....   Assim é difícil gostar disto,  neh?


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Para terminar em grande: o meu voo atrasou-se 3 horas.

Mas estou FELIZ!
Estou a terminar este post a partir do MEU quarto em Bangalore!

Amanhã não vou acordar com vendedores ambulantes a gritar à janela às 6 da manhã!!!
Amanhã não vou acordar com os restantes habitantes da Guest House a fazer barulho a tomar o pequeno-almoço às 7 da manhã!!
Amanhã vou tomar um pequeno almoço normal!!!





sexta-feira, 14 de novembro de 2008

De Regresso...


E pronto, lá vou eu de volta pra Bangalore!

É já amanhã :)

Finalmente!!

E que coincidência gira... calha dia 15 de Novembro, precisamente dentro de 3 meses estarei de regresso à minha Europa :)

Mas pra já, deixo a super poluída Delhi para ir para a minha (só) poluída Bangalore!!